Passemos agora à análise dos meios que o homem pode utilizar com vista a atingir seus fins, de modo a satisfazer suas preferências. É preciso lembrar que estamos interessados nos meios escassos, portanto o total de recursos disponíveis ao homem é também limitado. Visto que os meios possuem usos alternativos, estes podem ser usados tanto para satisfazer certas preferências quanto outras.
Como dito anteriormente, os meios também podem ser chamados de bens. Alguns bens estão disponíveis na natureza, outros precisam ser criados. Os bens podem tanto ser escassos quanto abundantes.
Quanto nos referimos a bens criados, não queremos dizer que o homem é capaz de criar matéria ou de inventar forças da natureza, mas sim que este é capaz de manipular as forças da natureza de tal forma que elas satisfaçam as suas necessidades. Podemos dizer que a produção é o processo de adequação das forças da natureza de modo que sejam satisfeitas as preferências do indivíduo.
Há, basicamente, dois tipos de produção: direta e indireta.
A produção direta se dá através do emprego direto da força humana nos recursos naturais disponíveis. Por exemplo, se alguém mergulha no rio e recolhe algas comestíveis, este é um processo direto de produção, visto que o homem se utiliza de seu próprio corpo de modo a obter um bem que, de outra forma, não estaria disponível. Nesse sentido, parece correto dizer que quase tudo que o homem consome é produzido por ele, pois praticamente qualquer bem só se torna disponível a partir de um esforço do homem em obtê-lo. Há, sem dúvida, alguns exemplos de bens não-produzidos como o ar ou a luz do sol, mas perante os bens produzidos estes parecem constituir uma pequena minoria.
Já a produção indireta utiliza objetos naturais modificados pelo homem de tal forma a obter o bem pretendido. Neste caso, o homem emprega a sua força para a produção de um objeto que posteriormente será usado na obtenção de um bem. É indireto justamente pelo fato do esforço humano ser utilizado numa etapa anterior à obtenção do bem. A produção pode ser ainda mais indireta no caso em que estes objetos produzidos pelo homem são utilizados na criação de outros objetos que efetivamente serão utilizados na obtenção de um bem.
Capital é o bem produzido pelo homem (através da manipulação das forças de natureza) utilizado na produção indireta de bens. Ou seja, é um bem intermediário na obtenção do bem final. É o uso do bem que identifica sua qualidade de bem intermediário ou bem final. Um mesmo bem pode ser, portanto, ora capital ora bem final, embora não possa ser os dois ao mesmo tempo.
A capacidade de produção é limitada pelo nível de capital ao qual o homem possui acesso. Explicando melhor: a produção que o homem pode obter através do emprego do capital é limitada pela sua capacidade em utilizar este mesmo capital para produzir bens finais. Um determinado bem intermediário pode até ser usado de uma maneira mais eficiente, mas se o homem ignora esta modo de usar, o mesmo não influi na capacidade de produção. Aumentar o nível de capital sem descobrir formas mais eficientes de usá-lo aumenta a capacidade de produção, muito embora esse aumento da capacidade de produção pode também ser obtido através da descoberta de novas formas de produção. Pode-se criar mais uma unidade da mesma máquina ou criar uma máquina nova. O primeiro é um salto quantitativo, enquanto o segundo é um salto qualitativo. O primeiro afeta diretamente a capacidade de produção, enquanto o segundo modifica o processo de produção. Deixaremos momentaneamente de lado a modificação do processo de produção e nos concentraremos na modificação da capacidade de produção.
O capital não produz por si mesmo. Ele precisa ser usado de forma que possa produzir algo. E precisa ser usado em algo. Ou seja, para que o capital produza, é preciso que alguém o use para modificar algo. O capital pressupõe recursos a serem manipulados e agentes que manipulem esse uso. O homem emprega trabalho para utilizar o capital, que por sua vez só produza na presença de recursos a serem modificados.
Da mesma forma que o capital, o trabalho também pode se desenvolver em duas dimensões distintas. Pode-se tanto aumentar a quantidade de trabalho realizado quanto alterar a qualidade do trabalho executado. Novamente, vamos afastar momentaneamente mudanças qualitativas do trabalho. O mesmo vale para os recursos naturais(por exemplo, uma reserva de um minério pode variar tanto na quantidade existente quanto na qualidade do minério presente).
A qualidade dos meios de produção diz respeito a sua adequação dos mesmos na obtenção dos fins pretendidos. A obtenção destes fins possibilita a satisfação das preferências do indivíduo. A qualidade dos meios, portanto, é relativa às preferências que estes podem atender. Como o mesmo meio pode ser usado para satisfazer mais de uma preferência(produzir mais de um bem final), este apresenta qualidades múltiplas. A qualidade relativa diz respeito a como ele pode contribuir na produção de um determinado bem. A mesma unidade de um meio pode contribuir de maneira distinta na produção de bens finais. Como já foi visto anteriormente, a qualidade de um meio é limitada pelo conheciemnto de como fazer com que um bem seja usado para produzir um bem final. Num determinado momento do tempo, a qualidade dos meios é dada. Só o que varia é a quantidade usada dos mesmos.
Se somente a quantidade usada dos mesmos varia, e a qualidade é dada, isto significa que as diferentes formas de combinação dos meios de tal forma a produzir bens finais também é dada. Ou seja, o modo de produção é dado. A fronteira de possibilidade de produção nos indica o máximo que podemos produzir ao utilizarmos todos os fatores de produção que possuímos. Nós podemos utilizar estes fatores para produzir um mesmo bem, um pouco de cada bem, muito de um único bem e um pouco dos demais, etc. A fronteira apenas nos indica o máximo que podemos produzir ao utilizarmos todos os nossos fatores, dado o atual conhecimento de como usá-los. Não nos indica o que efetivamente será produzido, mas limita o que efetivamente PODE ser produzido.
Como dito anteriormente, os meios também podem ser chamados de bens. Alguns bens estão disponíveis na natureza, outros precisam ser criados. Os bens podem tanto ser escassos quanto abundantes.
Quanto nos referimos a bens criados, não queremos dizer que o homem é capaz de criar matéria ou de inventar forças da natureza, mas sim que este é capaz de manipular as forças da natureza de tal forma que elas satisfaçam as suas necessidades. Podemos dizer que a produção é o processo de adequação das forças da natureza de modo que sejam satisfeitas as preferências do indivíduo.
Há, basicamente, dois tipos de produção: direta e indireta.
A produção direta se dá através do emprego direto da força humana nos recursos naturais disponíveis. Por exemplo, se alguém mergulha no rio e recolhe algas comestíveis, este é um processo direto de produção, visto que o homem se utiliza de seu próprio corpo de modo a obter um bem que, de outra forma, não estaria disponível. Nesse sentido, parece correto dizer que quase tudo que o homem consome é produzido por ele, pois praticamente qualquer bem só se torna disponível a partir de um esforço do homem em obtê-lo. Há, sem dúvida, alguns exemplos de bens não-produzidos como o ar ou a luz do sol, mas perante os bens produzidos estes parecem constituir uma pequena minoria.
Já a produção indireta utiliza objetos naturais modificados pelo homem de tal forma a obter o bem pretendido. Neste caso, o homem emprega a sua força para a produção de um objeto que posteriormente será usado na obtenção de um bem. É indireto justamente pelo fato do esforço humano ser utilizado numa etapa anterior à obtenção do bem. A produção pode ser ainda mais indireta no caso em que estes objetos produzidos pelo homem são utilizados na criação de outros objetos que efetivamente serão utilizados na obtenção de um bem.
Capital é o bem produzido pelo homem (através da manipulação das forças de natureza) utilizado na produção indireta de bens. Ou seja, é um bem intermediário na obtenção do bem final. É o uso do bem que identifica sua qualidade de bem intermediário ou bem final. Um mesmo bem pode ser, portanto, ora capital ora bem final, embora não possa ser os dois ao mesmo tempo.
A capacidade de produção é limitada pelo nível de capital ao qual o homem possui acesso. Explicando melhor: a produção que o homem pode obter através do emprego do capital é limitada pela sua capacidade em utilizar este mesmo capital para produzir bens finais. Um determinado bem intermediário pode até ser usado de uma maneira mais eficiente, mas se o homem ignora esta modo de usar, o mesmo não influi na capacidade de produção. Aumentar o nível de capital sem descobrir formas mais eficientes de usá-lo aumenta a capacidade de produção, muito embora esse aumento da capacidade de produção pode também ser obtido através da descoberta de novas formas de produção. Pode-se criar mais uma unidade da mesma máquina ou criar uma máquina nova. O primeiro é um salto quantitativo, enquanto o segundo é um salto qualitativo. O primeiro afeta diretamente a capacidade de produção, enquanto o segundo modifica o processo de produção. Deixaremos momentaneamente de lado a modificação do processo de produção e nos concentraremos na modificação da capacidade de produção.
O capital não produz por si mesmo. Ele precisa ser usado de forma que possa produzir algo. E precisa ser usado em algo. Ou seja, para que o capital produza, é preciso que alguém o use para modificar algo. O capital pressupõe recursos a serem manipulados e agentes que manipulem esse uso. O homem emprega trabalho para utilizar o capital, que por sua vez só produza na presença de recursos a serem modificados.
Da mesma forma que o capital, o trabalho também pode se desenvolver em duas dimensões distintas. Pode-se tanto aumentar a quantidade de trabalho realizado quanto alterar a qualidade do trabalho executado. Novamente, vamos afastar momentaneamente mudanças qualitativas do trabalho. O mesmo vale para os recursos naturais(por exemplo, uma reserva de um minério pode variar tanto na quantidade existente quanto na qualidade do minério presente).
A qualidade dos meios de produção diz respeito a sua adequação dos mesmos na obtenção dos fins pretendidos. A obtenção destes fins possibilita a satisfação das preferências do indivíduo. A qualidade dos meios, portanto, é relativa às preferências que estes podem atender. Como o mesmo meio pode ser usado para satisfazer mais de uma preferência(produzir mais de um bem final), este apresenta qualidades múltiplas. A qualidade relativa diz respeito a como ele pode contribuir na produção de um determinado bem. A mesma unidade de um meio pode contribuir de maneira distinta na produção de bens finais. Como já foi visto anteriormente, a qualidade de um meio é limitada pelo conheciemnto de como fazer com que um bem seja usado para produzir um bem final. Num determinado momento do tempo, a qualidade dos meios é dada. Só o que varia é a quantidade usada dos mesmos.
Se somente a quantidade usada dos mesmos varia, e a qualidade é dada, isto significa que as diferentes formas de combinação dos meios de tal forma a produzir bens finais também é dada. Ou seja, o modo de produção é dado. A fronteira de possibilidade de produção nos indica o máximo que podemos produzir ao utilizarmos todos os fatores de produção que possuímos. Nós podemos utilizar estes fatores para produzir um mesmo bem, um pouco de cada bem, muito de um único bem e um pouco dos demais, etc. A fronteira apenas nos indica o máximo que podemos produzir ao utilizarmos todos os nossos fatores, dado o atual conhecimento de como usá-los. Não nos indica o que efetivamente será produzido, mas limita o que efetivamente PODE ser produzido.